O Suvaco do Cristo nasceu na praia em 1985. A proposta era agitar, juntar uma porção de gente amiga e sair por aí, se divertindo pelo Rio. Nós que não éramos muito de samba, que gostávamos mais de rock, de viajar, ousamos fazer um bloco. Um bloco de doidos varridos, num bairro bucólico, entre a mata e a lagoa. O posto nove fervia, era um domingo 17 de novembro, início do verão, o Macalé tinha tido uma briga hilária com um cara, todo mundo bebia, zoava um com o outro.

O nome nos levou a inúmeras discussões.
Ia ser alguma coisa com “tamanduá”, depois era “olha o tamanho do A” e o nome definitivo acabou saindo de uma entrevista do maestro Tom Jobim reclamando do mofo nos armários de sua casa na Lopes Quintas, dizendo que era lá era o “suvaco” do cristo. Colou rápido, já que o quartel general do bloco era na rua Maria Angélica 741, bemdebaixo do braço direito do Cristo, onde moravam a Silvinha e a Soninha no 302, o Xico Chaves no 202, Chain no 101, João e Zé Lavigne no 102.

Os ensaios começaram no alto do Horto, entre pássaros e micos. Uma pequena quadra quase chegando no clube dos macacos (Clube 17 dos funcionários da CEDAE), que pertencia a um bloco de enredo chamado Força Jovem do Horto. Negociamos com eles para fazer o primeiro ensaio e foram compradas 3 caixas de cerveja que obviamente não deram para a rapaziada que compareceu em massa.

Os ensaios eram no domingo e começaram os preparativos para o desfile. Nosso negocio era a folia libertária das ruas de Olinda, os blocos de sujo do Rio, ou a referencia da loucura do Charme da Simpatia. Não teríamos enredo, musas nem rainhas, apenas porta-bandeira, mestre-sala e bateria.

Falando em bateria, inicialmente a bateria era do Horto, e depois do 3o. ano quando mudamos para o clube Condomínio no Horto, mudamos também de bateria que passou a ser comandada pelo mestre Saladinha do Santa Marta, uma figura inesquecível. Uns três anos depois a batuta passou para o mestre Filipão e o mestre Tião Belo também do Santa Marta e nunca mais nos separamos.


Tivemos sambas antológicos de Lenine, Nanico, Chacal, Janjão, Gallotti e muitos outros. Homenageamos o cinema nacional, os tapumes, vimos cus no ar na Eco 92. O bloco foi crescendo até uma hora que não dava mais e aí passamos a não ensaiar mais na Zona Sul, não avisar o horário da saída. Com isso diminuímos o numero de foliões mas mesmo assim nos últimos anos voltamos a crescer. É claro, que o bloco passou a ser um nome obrigatório, quando se fala em carnaval de rua do Rio de Janeiro, embora continuemos mesmo é querendo manter a liberdade, a rebeldia, a picardia e a festa com os amigos. Nosso músculo é o coração.

A bandeira

Na verdade inicialmente era um estandarte e depois virou bandeira. As cores procuravam ser meio descombinadas feito a mangueira mas também feito a mangueira todo mundo acabou gostando. Colocamos uma explicação bem clichê, isto é, o verde seriam nossas matas, o azul o nosso céu e a prata acho que era a lua ou o luar refletido na lagoa, não me lembro bem. A estrela na bandeira foi colocada em homenagem a Sylvinha que morreu em 1998. O primeiro desenho era o da camiseta do primeiro ano feita pela Soninha Matos, e depois uma porta-bandeira trocou pelo desenho atual.


As camisetas

A primeira era da Soninha Matos e virou a marca do bloco, foram feitas e vendidas 70.


O café-da-manhã

O café começou com a desculpa de enfeitar o Jóia lá pelo inicio de dos anos 90 e virou tradição. As baianas acho que vieram em 1999 e também nunca mais saíram, é nossa homenagem as mães do morro. Em 2004 começaram as bandeirinhas que deram um visual colorido e alegre ao desfile



O suvaquinho

O Suvaquinho saiu em 2006, metade das crianças eram do Santa inclusive a bateria mirim, a sede era na casa da Tissi na Faro, que também desenhou as fantasias.

Divinas Axilas: a ONG do Suvaco

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